domingo, 5 de fevereiro de 2017

Do jejum ao NOBEL

Comer, nutrir as células. Para alguns um prazer, para outros apenas necessidade e há aqueles que o fazem por compulsão.

"Bastante alface, por favor! Pois estou em dieta!! "
Nosso hábitos alimentares tem se transformado, seja em virtude da produção industrial ou da falta de tempo, assim empregamos pouca atenção em nossas refeições, que são realizadas em grande quantidade e pouca qualidade. Sentar-se à mesa com calma e tranquilidade, tradicionalmente em família, é tão raro que pode parecer um luxo.

Comer é bom e tem sido cada vez melhor, já que as empresas desenvolvem alimentos ricos em carboidratos para viciar nosso cérebro. Cada vez mais açúcar, sal e gordura, esse é o segredo para silenciosamente condicionar a pessoa e torná-la escrava de alimentos liberadores de endorfina, que causam sensação de prazer.

Com isso a população tem adquirido peso, ao mesmo tempo, doenças. Aproveitando-se dos males da modernidade, muito se fala, cria e inventa. Dessa forma, algumas empresas contribuem para a degradação do ser humano com alimentos nocivos e outras, por sua vez, aproveitam para lucrar ofertando inúmeros produtos diet/light: shakes, sopas, barras de cereais, grãos, inclusive o apelo em comer de 3 em 3 horas, etc. Isso sem falar na "máfia" das indústrias farmacêuticas com seus medicamentos mágicos, bem como médicos e procedimentos inovadores, ou nutricionistas com sua base alimentar retrograda e equivocadaOu seja,  de todas as formas querem estuprar seu bolso! Veja como é incrível, você gasta para alimentar-se e também para cuidar bem da saúde e perder peso, sempre consumindo e gastando.


Olha o Japa aí explicando como funciona a parada!

Eis que surge o japa (Yoshinori Ohsumi) da imagem acima, laureado com o Nobel em Medicina em virtude de seus estudos relacionados aos benefícios do jejum. Ele explica que jejuns são benéficos e levam o corpo a autofagia, onde as células em busca de alimento degradam suas partes ruins, ocorrendo uma autolimpeza do organismo. Acrescenta que a longo prazo além de contribuir para o equilíbrio do organismo, aumenta a longevidade.


Isso mesmo meu jovem, não comer faz bem (Segundo o Japa Nobel)!

Hã?? Que papo é esse??

Compreendo que muitos relutarão em opor-se ao conhecimento nutricional tradicionalista pois cresceram recebendo estímulos para comer. Exemplo disso são os familiares (em especial avós) com seu conhecimento milenar, que sempre dizem que você deve "comer para ficar forte". 

Saibam que o conhecimento nutricional tradicionalista é resultado de décadas de pesquisas financiadas por multinacionais do ramo de alimentos, as quais sugerem que carboidratos dão energia e devem ser priorizados, que são a base da pirâmide alimentar, blá blá blá.. E não me venha com papo de exercício e o escambau, pois a alimentação é oitenta por cento responsável pela manutenção do peso e o restante provém da atividade física.

Outrossim, é oportuna esta discussão, visto que muito falamos em investimentoscarreira e dinheiro, mas acabamos negligenciando nossa saúde em detrimento do sucesso e independência financeira.
Aí tu me diz: "Pô cara, tá sugerindo que devemos passar fome para investir?". 
Não se trata disso, tampouco quero transformá-los em monges, o ponto é a pertinência deste assunto na seara da frugalidade e consumo consciente. Pois, sabemos que o maior gasto de muitas famílias é justamente a alimentação, adquirem produtos caros e industrializados que só fazem mal.

Gostaria de frisar que não sou médico, tampouco aconselho jejum às pessoas, apenas compartilho este assunto para debate. Quanto a mim, sou adepto à jejuns diários e tal prática só me traz benefícios, embora deva admitir que conheço pessoas que sentem desconforto ao realizá-la.

De toda forma, neste ambiente repleto de pessoas que muito prezam por seu dinheiro e possuem aguçado senso crítico, proponho a reflexão e estudo complementar (aos que tiverem interesse), da possibilidade de implementar periódicos jejuns que além saudáveis, podem gerar economia, seja ao deixarmos de adquirir produtos para emagrecimento ou na própria redução da quantidade desmedida de alimentos que atualmente consumimos.

Abandonemos a inércia e larguemos velhos dogmas que não nos beneficiam! Compartilhemos experiências e informações variadas para que possamos evoluir!

Sucesso a todos!






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